A gestão de ativos está redefinindo os menus de planos de aposentadoria após ordem executiva de Donald Trump em agosto de dois mil e vinte e cinco. A medida facilitou a inclusão de private equity, criptomoedas e imóveis em contas 401(k) e 403(b), mas a Vanguard adverte sobre os riscos envolvidos.
O Departamento do Trabalho publicou uma regra de porto seguro em março de dois mil e vinte e seis, permitindo que empresas incluam produtos com exposição a private equity. Contudo, a Vanguard, uma das maiores gestoras de ativos focadas em aposentadoria, divulgou um modelo de alocação em 14 de agosto de dois mil e vinte e seis com cautela.
A recomendação da firma limita a exposição a private equity entre zero e quarenta por cento da parcela de ações, e não do portfólio total. A Vanguard estabelece quatro níveis, sendo o primeiro explicitamente zero para investidores que necessitam de maior liquidez ou têm menor tolerância a resultados irregulares. O acesso a esses ativos ainda se restringe a investidores de altíssimo patrimônio líquido.
A indústria de private equity enfrenta um grande volume de empresas não vendidas, totalizando cerca de 3,8 trilhões de dólares, segundo um relatório de 2026 da Bain & Company. Esse cenário impulsiona o interesse em captar recursos de planos de aposentadoria, que somam 13,8 trilhões de dólares no primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, segundo dados do Investment Company Institute.
A análise da Vanguard aponta que a opacidade na precificação e as taxas elevadas são barreiras para o investidor comum. Um estudo do Projeto de Partes Interessadas em Private Equity revisou fundos e encontrou retorno médio de 11,97% em 2025, metade do retorno do índice MSCI ACWI, enquanto os custos médios atingiram 3,76%.

