O setor varejista dos Estados Unidos acelera investimentos em inteligência artificial, destinando bilhões de dólares à tecnologia e à automação. O movimento visa aumentar a eficiência operacional e transformar a gestão de processos nas companhias.
Um levantamento realizado com dezessete companhias americanas do setor indicou que gastos com tecnologia da informação são prioridade. O Walmart, por exemplo, planeja desembolsar entre US$ 25 bilhões e US$ 27 bilhões em despesas de capital em 2026. No ano anterior, o valor registrado foi de US$ 25,6 bilhões.
A aplicação da IA ultrapassa a experiência do consumidor. Empresas utilizam a tecnologia nos bastidores, abrangendo logística, planejamento, compras e estoque. A Dick’s Sporting Goods, por sua vez, prevê investir US$ 1,5 bilhão em despesas de capital em 2026, o que representa cerca de 8,5% da receita da companhia.
Especialistas alertam que a tecnologia não garante resultados isoladamente. A produtividade depende de mudanças na estrutura de trabalho e na gestão. A Levi Strauss mobiliza cerca de mil agentes de IA em operações de cadeia de suprimentos e pedidos, mas o sucesso exige estratégia de negócios integrada.

