Uma viúva, de idade avançada, descobriu em novembro um aumento no prêmio do Medicare Part B. O valor mensal passou de US$ 202,90 para US$ 405,80, decorrente da venda de ouro ocorrida em 2024.
O aviso do plano de saúde apontou para a declaração de imposto de renda de 2024. Naquele ano, a Sra. Margaret liquidou um cofre e vendeu moedas de ouro que ela e seu falecido marido haviam comprado em 1979. As moedas permaneceram intocadas por 45 anos.
O aumento se deve ao ajuste de renda relacionado ao Medicare (IRMAA), que utiliza informações de dois anos antes. A venda de colecionáveis, como o ouro, gera ganho tributável. No caso relatado, um ganho de US$ 60 mil elevou a renda ajustada bruta da beneficiária para cerca de US$ 145 mil, o que a colocou em uma faixa superior.
Para um indivíduo solteiro em 2026, rendimentos acima de US$ 137 mil resultam no prêmio total de US$ 405,80. Esse valor inclui o prêmio padrão somado a um acréscimo de US$ 202,90. O aumento do prêmio Part B somado ao Part D gerou um custo adicional de cerca de US$ 2.885 por ano.
A situação da viúva ilustra o que especialistas chamam de ‘armadilha do sobrevivente’. Enquanto um casal pode ter uma renda ajustada bruta maior antes do IRMAA, o indivíduo que fica sozinho tem um limite menor para a incidência da sobretaxa.

