A indústria automotiva chinesa expande-se em mercados da Europa ao Sudeste Asiático, pressionando marcas como Toyota e Volkswagen. Contudo, as vendas internas caem constantemente, devido à concorrência de preços e à demanda fraca do consumidor.
Analistas apontam que a expansão global é motivada por necessidade econômica e ambição. Montadoras como BYD, Geely e Chery buscam crescimento fora da China para compensar a baixa demanda local. Bill Russo, presidente-executivo da Automobility, disse que a internacionalização se tornou uma necessidade estratégica para as empresas chinesas.
Em julho, as vendas de veículos na China registraram queda de um quinto, atingindo 1,47 milhão de unidades, o décimo mês consecutivo de declínio, segundo dados da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros. As exportações, por outro lado, subiram 88%, totalizando 923 mil veículos.
O presidente da associação, Cui Dongshu, atribuiu a fraqueza ao aumento dos preços dos combustíveis, que afetou a procura por carros a gasolina, e à desaceleração no segmento de sedãs básicos. No primeiro semestre, as vendas domésticas caíram 20%, enquanto as exportações cresceram 71%.
A analista Yuqian Ding, do HSBC, acredita que a demanda interna pode estabilizar e começar a se recuperar entre o final de agosto e setembro. A BYD, por exemplo, aumentou 79% suas vendas no exterior no mesmo período, compensando uma queda de 35% no mercado interno.


