As vendas de sorvete no Distrito Federal cresceram 17% em agosto em comparação à média registrada entre janeiro e julho de 2026, segundo o Sindicato da Indústria do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF). O aumento coincide com o início do período de seca e temperaturas elevadas na capital.
A expectativa do setor é que o crescimento seja ainda maior nos próximos dois meses. Para setembro e outubro, a projeção de alta na média de consumo é de 40%. Historicamente, esse trimestre apresenta maior procura por picolés e sobremesas geladas devido ao clima.
Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF, informou que, embora o acumulado do ano tenha apresentado queda de 4% em relação ao ano anterior, houve uma reação importante nos últimos meses. O executivo afirmou que as condições climáticas impactam diretamente o mercado, levando o consumidor a buscar produtos refrescantes.
O impacto chega à operação de estabelecimentos locais. Vinícius Figueiredo, sócio da sorveteria Happy Harry, relatou que a produção aumenta em uma tonelada para suprir a demanda do período. Segundo o empresário, esse intervalo representa cerca de 25% do faturamento anual da loja, o que exige a contratação de mais funcionários e operação de domingo a domingo.
Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes, confirmou que o movimento de melhora já é observado desde agosto. O cenário é corroborado pelo relato de consumidores, como a arquiteta Juliana Castro, que afirmou aumentar a frequência de consumo para duas vezes por semana durante a seca.
O Sindiatacadista-DF também identificou mudança no perfil do público, que se tornou mais exigente. Segundo a entidade, há um interesse maior por marcas premium e produtos de maior valor agregado, priorizando a qualidade e a experiência em vez de apenas o preço. O crescimento nas vendas também foi observado no segmento de açaí.


