A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou neste sábado (29) um acordo com o governo dos Estados Unidos para aumentar a produção de petróleo por meio de operadores privados. O protocolo prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos com potencial de 65 bilhões de barris de petróleo.
Segundo a presidente interina, o pacto envolverá investimentos superiores a US$ 100 bilhões e deve gerar receitas fiscais de mais de US$ 209 bilhões para o Estado. Rodríguez afirmou que a medida visa a modernização da indústria de hidrocarbonetos e a recuperação da infraestrutura do país, buscando a consolidação de uma potência energética produtiva.
O presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos fecharam o maior acordo de petróleo da história mundial para assumir o controle das reservas mencionadas. A movimentação ocorre enquanto as reservas estratégicas norte-americanas caíram para menos de 300 milhões de barris no início de agosto, com redução de 100 milhões de barris desde o começo de 2026.
A produção atual da Venezuela é de 1,23 milhão de barris por dia, o maior nível desde fevereiro de 2019, informou a presidente interina na última segunda-feira (24). O país detém 303 bilhões de barris de crude, o que representa 17% da oferta mundial, conforme dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.
A formalização do acordo acontece após a retomada dos laços diplomáticos entre Caracas e Washington em março. O processo ocorreu nove meses depois do sequestro de Nicolás Maduro, realizado pelo Exército dos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro de 2026.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos em um presídio federal no bairro do Brooklyn, em Nova York. O ex-presidente foi acusado pelos Estados Unidos de liderar o cartel venezuelano De Los Soles, embora especialistas em tráfico internacional de drogas tenham questionado a existência da organização.

