A Europa vivencia um verão severo de 2026, com ondas de calor que levaram temperaturas a superar 40°C em vasta área. Dados da NASA mostram que, desde maio, a região enfrentou múltiplos episódios de calor intenso, causando impactos na saúde e na infraestrutura.
O continente sentiu os primeiros sinais de um verão atípico em maio de 2026, quando um domo de calor gerou temperaturas recordes em diversos países. Até meados de agosto, os europeus passaram pela quinta onda de calor da estação, com o calor persistindo por dias ou semanas, inclusive durante a noite. Esse clima alterou a rotina local, elevando internações hospitalares e mortes relacionadas ao calor.
A situação agravou problemas existentes, como a seca prolongada na região, que levou a níveis recordes de água nos rios e afetou o abastecimento de água e energia. Registros apontam que, em 26 de maio, Londres atingiu 35,1°C, superando o recorde de maio anterior em 2,3°C. Em junho, Bordeaux, na França, registrou 42,5°C em três dias seguidos, segundo a Météo-France.
Pesquisas indicam que o estresse térmico é uma das principais causas de mortalidade ligada ao clima globalmente. Relatórios apontam para cerca de 10 mil mortes excedentes associadas ao calor na Europa, incluindo Reino Unido, França, Alemanha e Bélgica. Uma pesquisadora da Universidade de Nova York, Anamika Shreevastava, frisou que a falta de ar condicionado é um problema crítico no curto prazo, visto que apenas 23% das residências europeias possuem o aparelho, comparado a 90% nos Estados Unidos.
Estudos demográficos também alertam sobre riscos crescentes. Uma pesquisa liderada por pesquisadores de Stanford mapeou que os limites de tolerância humana ao calor serão ultrapassados frequentemente, afetando desproporcionalmente os idosos. A World Health Organization indica que o estresse por calor agrava doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares.

