A cidade autônoma de Ceuta enfrenta a crise migratória após a chegada de oitenta mil migrantes em três semanas, situação que alterou o cotidiano dos 83.600 moradores. Vereador socialista de Ceuta, Melchor León, criticou o governo central pela gestão da crise, alegando abandono.
A situação na cidade não se normaliza, e o trânsito de acusações entre o governo central e o da cidade autônoma, que é do PP, tem sido constante. No entanto, críticas surgem também dentro do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) local.
Melchor León, que é vice-presidente primeiro da Assembleia de Ceuta, afirmou em entrevista telefônica que o ocorrido foi uma “invasão por parte de Marrocos”. Ele acusa o governo de Pedro Sánchez de não enfrentar a situação com a força necessária.
O político reclamou que o governo não cumpriu o prometido pelo Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, durante sua visita a Ceuta, quando este afirmou que não ficaria nenhum migrante na cidade. León também denunciou ter recebido ameaças por suas críticas ao executivo.

