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Política

Vereadora denuncia proposta de propina para contrato de câmeras em SP

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 12:55
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A vereadora Amanda Vettorazzo (Missão) denunciou à Polícia Civil de São Paulo uma proposta de propina para a obtenção de um contrato de R$ 60 milhões com a Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em depoimento, a parlamentar afirmou que o homem preso em flagrante citou a negociação de vantagens ilícitas em contrato anterior com a Polícia Militar.

O detido, identificado como Diego Fernando Oporto Soliz, foi preso por corrupção ativa após Vettorazzo gravar a oferta de 5% do valor do projeto para a GCM. Em vídeo, Soliz menciona um adiantamento de R$ 200 mil como sinal e admite saber que a prática configuraria corrupção. Ele se apresentou como representante do Oakmont Group, empresa que gere os negócios da Axon no Brasil.

Vettorazzo relatou que Soliz mencionou um homem chamado Wilson, também do Oakmont Group, como o responsável por determinar a oferta atual e por ter negociado propina na contratação de câmeras para a Polícia Militar (PM) em 2021. A Axon manteve contrato com o governo estadual até 2025, recebendo até R$ 83,6 milhões por ano para fornecer 10.125 equipamentos.

A aproximação entre o suspeito e a vereadora teria começado via WhatsApp, em um grupo de igreja, com a promessa de desenvolvimento de um aplicativo bíblico. Posteriormente, em janeiro, durante viagem da parlamentar a Medellín, na Colômbia, Soliz teria abordado Vettorazzo para tratar de projetos de segurança pública.

Em nota, o Oakmont Group afirmou ter recebido as alegações com surpresa e iniciou verificações internas. A empresa declarou que Soliz nunca foi seu empregado e que não houve autorização institucional para as condutas relatadas, colocando-se à disposição das autoridades. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não respondeu aos questionamentos até a publicação da matéria.

TAGGED:câmara-municipal-spcâmeras corporaisCorrupçãooakmont-groupPolícia Civil
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