Nove pessoas foram denunciadas à Justiça por envolvimento na morte de um homem em situação de rua no Espírito Santo. As conversas entre vigilantes indicam que as agressões, que incluíram tortura, eram planejadas e tratadas como rotina pelo grupo.
As mensagens trocadas em grupo mostram como as agressões contra moradores de rua eram planejadas pelos suspeitos. Um dos áudios, de um dos acusados, descreve uma abordagem em que a vítima seria levada para um local sem câmeras para sofrer agressões físicas, classificando o ato como “terapia”.
Outros relatos indicam que as agressões não eram isoladas. Um dos investigados descreveu levar duas pessoas a uma região afastada, onde ocorreram ameaças e agressões. As conversas demonstram que a violência fazia parte de uma atuação adotada pelo grupo de vigilantes.
A investigação aponta que a vítima foi localizada em março de dois mil e vinte e seis. Após um furto, os integrantes convocaram um mutirão para encontrar o homem, que foi sequestrado na madrugada de 17 de março e levado a uma área de plantação de eucalipto, onde morreu. O corpo foi encontrado pela Polícia Civil em 20 de abril.
O total de nove indivíduos foi denunciado. Oito estão detidos, e um segue foragido. As prisões ocorreram em fases da Operação Invisíveis, com a detenção de vigilantes e do coordenador de videomonitoramento.

