O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) registrou em treze de agosto setenta e sete áreas com transmissão local confirmada do vírus. A Itália é a mais afetada, com quarenta áreas e duzentos e vinte e quatro casos. A situação é crítica na Grécia, onde nove pessoas morreram.
Na Grécia, a Organização Nacional de Saúde Pública (EODY) informou que dezenas de infectados desenvolveram complicações no sistema nervoso central, como encefalite ou meningite. Atualmente, trinta e cinco pacientes estão hospitalizados, sendo dezesseis em unidades de terapia intensiva. As autoridades gregas classificaram algumas regiões, como a Ática, como de alto risco de propagação.
O vírus também foi detectado na Sérvia, onde o Instituto de Saúde Pública Dr. Milana Jovanovića Batut notificou os dois primeiros casos de febre do Nilo Ocidental. Os pacientes, de Belgrado, foram internados devido à forma neuroinvasiva da doença. Em Macedônia do Norte, trinta casos foram registrados desde o início do ano.
A febre do Nilo Ocidental geralmente ocorre sem sintomas em cerca de oitenta por cento dos casos. Contudo, a forma neuroinvasiva, que afeta menos de um por cento das infecções, pode causar meningite ou encefalite, apresentando uma taxa de mortalidade próxima a dez por cento. Idosos e pessoas com imunidade baixa correm maior risco.
O vírus é transmitido por mosquitos, cuja atividade atinge o pico à noite. O epidemiologista Roman Prymul recomenda o uso de repelentes com DEET ou iCARIDINA como principal defesa, visto que a vacina ainda está em testes.


