A Volkswagen registrou queda de 8,6% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre de 2026. O recuo, o mais acentuado em quatro anos, foi puxado pelo desempenho fraco na China, seu maior mercado. A montadora anunciou que precisa reduzir capacidade excedente e discutir cortes de dezenas de milhares de empregos.
No período analisado, as entregas totais da montadora atingiram 2,077 milhões de veículos. A retração na China foi de 36,6%, marcando o pior desempenho trimestral desde o 4º trimestre de 2021, segundo porta-voz da empresa. Analistas apontaram que o resultado chinês ficou abaixo do esperado, visto que o mercado já apresentava fragilidade.
Em contraste com a China, outras regiões apresentaram crescimento: a América do Norte registrou alta de 7,7%, a Europa Ocidental cresceu 1,8%, e a Europa Central e Oriental teve aumento de 6,7%, conforme comunicado da montadora. Marco Schubert, integrante do comitê executivo ampliado da Volkswagen para vendas, declarou que a situação na China permanece desafiadora, com queda significativa no mercado total de cerca de 20%.
A empresa busca recuperar terreno na China com a estratégia “In China, for China”, planejando lançar mais de 20 modelos de nova energia no ano. Contudo, economistas apontam que a posição da montadora no mercado elétrico é frágil, pois ainda depende fortemente das vendas de motores de combustão interna. A Volkswagen reafirmou que o objetivo do plano é tornar o Grupo mais rápido, resiliente e competitivo.

