O senador Jaques Wagner decidiu manter sua candidatura à reeleição no Senado da Bahia, mesmo sob investigação no âmbito do Caso Banco Master. A decisão foi confirmada após o parlamentar prestar depoimento à Polícia Federal sobre suposto recebimento de vantagens ilícitas.
Wagner reforçou sua chapa governista na Bahia ao indicar Edvaldo Brito, advogado e ex-prefeito de Salvador, como seu primeiro suplente. A aliança entre PT e PSD foi selada na sede do PSD-BA, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Otto Alencar.
Em pesquisas recentes, Wagner ocupa a segunda posição na corrida senatorial baiana, com 36,7% das intenções de voto, atrás do ex-governador Rui Costa, que registra 50,6%. Contudo, um cientista político avaliou que o envolvimento no escândalo não inviabiliza a disputa, pois o partido possui força interna para sustentar a candidatura.
As investigações da Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, apuram se Wagner e familiares receberam vantagens econômicas indevidas negociadas com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Uma ordem de indisponibilidade de bens do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, bloqueou a transferência de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões e um apartamento de luxo de R$ 10 milhões.

