A Grab Holdings, superaplicativo que opera em oito mercados do Sudeste Asiático, tem um preço-alvo médio de US$ 5,86 estabelecido por analistas de Wall Street. Esse valor sugere um ganho superior a 58% nos próximos 12 meses, mesmo com a ação negociando perto de US$ 3,70. A empresa enfrenta o desafio de conciliar o crescimento operacional com riscos regulatórios regionais.
O desempenho do segundo trimestre de 2026 mostrou resultados robustos em alguns indicadores. A empresa reportou lucro por ação (EPS) de US$ 0,06, superando a estimativa em 334,78%. A receita atingiu US$ 997 milhões, um aumento de 21,73% em relação ao ano anterior. Contudo, grande parte do lucro líquido, que saltou para US$ 235 milhões, foi atribuída a um ganho não recorrente de US$ 307 milhões, proveniente da consolidação do banco digital indonésio Superbank.
Apesar do resultado trimestral, a ação sofreu quedas, negociando abaixo de 26% no ano. Analistas mantêm a recomendação de compra, baseando-se no crescimento do EBITDA ajustado, que alcançou US$ 168 milhões, um aumento de 27,1%. O segmento de Serviços Financeiros é um ponto chave, com receita de US$ 134 milhões, um crescimento de 59%, e o portfólio bruto de empréstimos subindo 197% em um ano.
A gestão anunciou um novo programa de recompra de ações de US$ 750 milhões. O otimismo dos analistas depende da concretização da lucratividade do segmento financeiro no segundo semestre de 2026 e da contenção de riscos regulatórios, como o teto de comissão na Indonésia.

