O mercado de GPUs da Nvidia está redefinindo a lógica de investimento em tecnologia, sendo vista por analistas de Wall Street como um ativo de fluxo de caixa durável. Isso contraria a regra tradicional de que hardware se deprecia rapidamente, mas cria riscos com o avanço de concorrentes.
Dados de monitoramento de preços de aluguel de GPUs mostram que a curva tradicional de depreciação do hardware da Nvidia se tornou menos previsível. Chips mais antigos, como o A100, ainda geram receitas significativas em 2026, o que descola a realidade econômica da premissa contábil de obsolescência.
A Nvidia auxilia na estruturação financeira desse mercado, firmando parcerias com instituições financeiras para mobilizar mais de 500 bilhões de dólares em capital de terceiros para infraestrutura de IA. Além disso, o CME Group e a Silicon Data planejam lançar futuros de computação, permitindo que fornecedores de nuvem protejam-se contra variações de preço.
Apesar da demanda atual, o risco reside na concorrência. O MI300X da AMD já tem atividade de aluguel registrada, e o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o negócio de chips da empresa pode atingir 50 bilhões de dólares anuais. Isso oferece alternativas aos clientes de IA para atender à demanda sem depender exclusivamente das GPUs da Nvidia.


