A Waymo, subsidiária da Alphabet, importa veículos elétricos chineses, como o Zeekr CM1e, para operar em cidades como Los Angeles e San Francisco. A frota contorna barreiras alfandegárias que elevam o custo dos automóveis importados nos Estados Unidos.
As tarifas impostas a veículos elétricos chineses somam cerca de 127,5%, resultado da combinação de uma ação da Seção 301, um imposto padrão de 2,5% e uma cobrança de 25% sobre bens estratégicos. Esse custo faz com que um veículo que custa 39.000 dólares na China chegue aos Estados Unidos próximo a 89.000 dólares.
A importação ocorre de forma dissimulada; os veículos chegam ao Porto de Los Angeles sem sensores e sistemas de computação. A Waymo instala seu próprio hardware autônomo em uma fábrica em Mesa, Arizona. Segundo registros de embarque, mais de 3.200 unidades do modelo CM1e foram enviadas desde 2024.
Analistas esperavam que as tarifas inviabilizassem o uso desses veículos. Contudo, a empresa tem operado mais de 300 passageiros em fase de acesso antecipado nas cidades citadas. A Waymo registra mais de 500.000 corridas pagas por semana, buscando um milhão até o fim do ano.
A empresa está buscando alternativas, como a inclusão de hatches Hyundai Ioniq 5 fabricados na Geórgia, que não estão sujeitos às tarifas chinesas. O custo da importação, mesmo com descontos alegados, representa um desafio financeiro para o segmento da Alphabet, que teve um prejuízo operacional de 1,8 bilhão de dólares no segundo trimestre.

