A WEG deve registrar um segundo trimestre fraco, segundo o Citi, pois a expansão de capacidade de transformadores ainda não gera impacto relevante nas receitas. O banco projeta receita líquida de R$ 9,99 bilhões, com queda de dois por cento na comparação anual, e Ebitda de R$ 2,1 bilhões.
O relatório do Citi, divulgado nesta segunda-feira (13), indica que o resultado trimestral será pressionado pelo câmbio mais forte e pela demanda doméstica enfraquecida. A margem de Ebitda projetada de 21,1% fica abaixo da média de aproximadamente 22% registrada pela companhia nos últimos três anos, o que o banco atribui aos gastos iniciais da fase de expansão, sobretudo com mão de obra.
A expansão segue em etapas. Projetos de transformadores em Betim e Gravataí, no Brasil, e a operação na Colômbia devem ficar prontos até o fim do ano. Contudo, a expansão no México, considerada uma das maiores adições ao planejamento, só deve entrar em operação em 2027. O Citi reafirma o compromisso da WEG em dobrar a capacidade de transformadores de 2023 até 2027, mas aponta que o impacto mais relevante na receita só deve aparecer a partir do segundo semestre de 2027.
Diante deste cenário, o Citi elevou suas estimativas em cerca de dois por cento, incorporando novas premissas macroeconômicas, mas manteve a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 49 para as ações da WEG. A companhia divulgará o resultado do segundo trimestre de 2026 na quarta-feira (22).


