O banco Wells Fargo elevou a meta de preço de ações da Microsoft para 700 dólares, superando o patamar estabelecido por outras instituições financeiras. A mudança ocorre após o serviço Azure atingir 100 bilhões de dólares em receita anualizada, sinalizando aceleração no mercado de nuvem.
Inicialmente, o Wells Fargo havia reduzido sua meta para 625 dólares em meados de julho, preocupado com o gasto de capital da empresa. Contudo, o anúncio de que o Azure ultrapassou 100 bilhões de dólares, com crescimento de 43% em moeda constante no dia 29 de julho, reverteu essa cautela. O analista Michael Turrin manteve a classificação de ‘Overweight’.
A nova projeção de 700 dólares representa um potencial de alta de cerca de 39% sobre o preço atual das ações, que era de 503,81 dólares. Turrin justificou o aumento afirmando que o “prêmio é justificado”, argumentando que a Microsoft possui uma posição profunda em software corporativo, o que gera receita recorrente.
Apesar do otimismo, o analista listou riscos, citando a concorrência de AWS e Google Cloud, a complexidade da relação com a OpenAI e a possível lentidão na adoção de IA pelas empresas. A receita de serviços de nuvem inteligente subiu 32% para 39,3 bilhões de dólares no trimestre.
A estratégia da Microsoft, segundo Turrin, reside em integrar IA em produtos que clientes já utilizam, como o Copilot no Microsoft 365. Isso cria custos de troca elevados para as corporações, o que sustenta o crescimento da receita.


