A Liga Nacional de Basquete Feminino (WNBA) se tornou palco de debates acalorados sobre a participação de atletas transgênero. A controvérsia ganhou destaque após um incidente em jogo e declarações de jogadoras, expondo tensões na liga.
Em oito de agosto, durante uma partida, a jogadora da Indiana Fever, Sophie Cunningham, sofreu um golpe no rosto ao tentar um arremesso. O episódio ocorreu em um contexto de discussão sobre a limitação do basquete feminino a atletas do sexo feminino. A jogadora da Chicago Sky, DiJonai Carrington, foi expulsa do jogo e atribuiu a expulsão ao privilégio branco.
A liga enfrentou críticas por ignorar o caso de Cunningham durante o fim de semana do All-Star. Em julho, a transmissão da CBS noticiou a suspensão de uma coproprietária do Seattle Storm por gritar com apoiadoras da posição defendida por Cunningham. Cunningham defendeu a ideia de que meninas em esportes não devem competir contra homens biológicos.
A discussão se estendeu com relatos de fãs de ambos os lados do debate. Em dez de agosto, a cobertura da CBS mencionou que dois ex-jogadores da NBA declararam que se identificariam como mulheres para o draft da WNBA. A liga, por sua vez, formou uma força-tarefa para discutir a participação de pessoas transgênero em esportes femininos.
A comissária da WNBA, Cathy Engelbert, manifestou-se sobre o tema em vinte de agosto. Ela relatou que a liga estava sendo alvo de debates políticos por pessoas que não acompanham o basquete. Apesar disso, a liga não definiu uma política clara sobre o que constitui ser uma mulher.

