Romeu Zema afirmou nesta terça-feira (14) que a carta escrita por Jair Bolsonaro e lida pelo senador Flávio Bolsonaro não configura campanha eleitoral antecipada. A declaração ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a suspensão de 90 dias das visitas de Flávio ao pai.
Zema, pré-candidato à Presidência, declarou que o ato foi apenas um posicionamento. A decisão de Moraes, que encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral, visa apurar se a divulgação da carta violou a proibição de Bolsonaro de usar redes sociais, inclusive por terceiros.
O ex-governador de Minas Gerais também criticou a atuação do STF. Ele disse que “boa parte do que o Supremo tem feito tem muito mais conotação política do que jurídica”. Zema defendeu que questões políticas deveriam ser julgadas em instâncias inferiores, e não por ministros da Corte.
Durante a entrevista, Zema defendeu mudanças na composição do STF. Ele sugeriu a criação de uma idade mínima de 60 anos para os ministros e propôs que os nomes fossem escolhidos a partir de uma lista de juristas qualificados, enviada ao presidente, para evitar que o tribunal se torne “um tribunal político”.


