Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, criticou a proposta de regulamentação do trabalho por aplicativo. O parlamentar defendeu que entregadores negociem diretamente com as empresas, e não com o Estado, enquanto o tema segue sem avanço no Congresso.
Em reunião em São Paulo, Zema conversou com motoboys e apoiou a criação de uma tarifa mínima por trajeto. Ele afirmou não querer a interferência estatal na atividade econômica, sugerindo que as empresas apresentem propostas aos profissionais.
O ex-governador disse que o trabalho dos entregadores é uma atividade nova e que o governo parece ignorá-la. Questionado sobre um modelo similar ao regime CLT, Zema se posicionou a favor de regras alternativas que permitam o trabalho por hora.
Segundo Zema, o atual cenário leva ao alto endividamento das famílias brasileiras. Ele comparou a necessidade de tarifa mínima com a de táxis e operadoras de celular, citando exemplos internacionais.
A discussão sobre a regulamentação parou em abril no Congresso. O texto apresentado pelo relator previa um piso de R$ 8,50, enquanto o governo defendia o valor de R$ 10.


