O candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou que continuará a publicar a série “Os Intocáveis”. O conjunto de peças critica autoridades públicas e membros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu em São Paulo, na última quinta-feira, 13.
Zema disse que a série persistirá enquanto houver pessoas que se consideram acima da lei no Brasil. Ele mencionou o caso de um contrato de R$ 129 milhões envolvendo a mulher de um ministro do STF e o liquidado Master. Segundo o ex-governador mineiro, se o episódio tivesse ocorrido em outro país, o ministro teria sido condenado e detido.
O político também comentou a decisão do ministro sobre uma investigação contra uma fonte de um jornalista maranhense. Zema defendeu a liberdade de imprensa, classificando a ação do magistrado como antidemocrática e uma tentativa de censura. Ele citou um processo contra outro ministro por alegação de calúnia.
Em discurso de campanha no domingo, 16, Zema colocou a segurança pública como tema central. Ele afirmou que o principal problema do Brasil é a soltura de criminosos, dizendo que a Polícia Militar prende e a Justiça solta. O candidato propôs endurecer o combate à criminalidade e construir um superpresídio na região Norte para líderes de facções.


