A Polícia Civil prendeu, na última quinta-feira (27), uma advogada de 47 anos e dois homens suspeitos de planejar e executar a morte do biomédico Aurélio Campos de Oliveira, ocorrida no fim de abril. A investigação aponta que a esposa arquitetou o crime para receber um seguro de vida de R$ 1 milhão.
Segundo o delegado Patrick Carniel, a advogada teria prometido R$ 50 mil aos dois ex-clientes para matar o marido e esconder o corpo. Na noite do crime, a mulher administrou uma substância sedativa de uso veterinário ao biomédico, filmou a vítima inconsciente na cama e enviou o vídeo aos executores.
A suspeita deixou a residência com a filha adotiva, de 13 anos, alegando que precisava levá-la ao hospital. O afastamento teria servido para retirar a mulher da cena no momento do ataque. Enquanto isso, os dois homens entraram no imóvel e agrediram Aurélio com golpes no rosto e um tiro.
O corpo foi transportado em um veículo alugado pela própria vítima e abandonado em uma estrada vicinal de difícil acesso. Para evitar a identificação, os executores usaram luvas fornecidas pela advogada. O sistema de câmeras da casa foi desconectado, mas a mulher teria acompanhado a ação pelo celular.
A apuração indica que o plano começou quatro meses antes do crime, quando a investigada contratou a apólice de seguro de vida, figurando como única beneficiária. A polícia encontrou pesquisas na internet sobre venenos, plantas tóxicas e dívidas do marido que pudessem comprometer a herança.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que a mulher não possui inscrição nos quadros da entidade no estado. A Subseção de Goiatuba foi notificada e o caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para análise.

