Os aeroportos brasileiros registraram 69,7 milhões de embarques de passageiros entre janeiro e julho de 2026, alta de 5% em comparação aos 66,6 milhões do mesmo período de 2025. O crescimento foi puxado pelas regiões Sul e Nordeste, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O Sul passou de 7,7 milhões para 8,3 milhões de embarques, enquanto o Nordeste avançou de 11,9 milhões para 12,8 milhões. Ambas as regiões tiveram crescimento de 8%, a maior taxa entre as cinco regiões do país. A metodologia da Anac contabiliza cada trecho separadamente, considerando passageiros pagos e gratuitos.
O segmento internacional cresceu 8%, com 9,1 milhões de embarques, ritmo superior aos 4% de alta do mercado doméstico, que somou 60,7 milhões. Norte e Nordeste lideraram a expansão nos voos internacionais com alta de 27%. O Sudeste manteve a liderança em volume, com 7,4 milhões de embarques internacionais, o que representa 82% do total nacional.
A alta na demanda ocorreu apesar do aumento no preço do querosene de aviação (QAV), influenciado pelo barril de petróleo Brent e pelo início da guerra no Irã. A pressão nos custos levou as companhias a retirarem 93 voos diários da malha em maio, redução de 4,3% concentrada em rotas menos rentáveis do Norte e Nordeste.
Para apoiar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, no dia 30 de julho, uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para capital de giro. Azul, Abaeté, Gol e Latam podem acessar os recursos até dezembro de 2026 para custear despesas como salários e manutenção.
O financiamento, originado do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), tem prazo de até 60 meses e carência de 12 meses para o pagamento do principal. As empresas beneficiadas ficam proibidas de distribuir dividendos ou juros sobre capital próprio acima do mínimo obrigatório. O governo reservou ainda R$ 5,6 bilhões do Fnac para investimentos de longo prazo, como compra de aviões e componentes nacionais, em linha que ainda não foi oficializada pelo BNDES.


