O advogado-geral da União, Jorge Messias, avalia recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) analisa se a medida interferiu em uma competência privativa do presidente da República.
A medida determinou a retirada de Rodrigues do cargo para garantir que ministros da Corte, o próprio Messias e servidores da PF exerçam suas funções sem constrangimentos ilegais. Mendonça afirmou que está sendo monitorado pela Polícia Federal há mais de 30 dias.
Além do diretor-geral, o ministro afastou Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão também obriga a Corregedoria da PF a abrir procedimentos nas esferas penal e administrativo-disciplinar para investigar a conduta de Rodrigues.
A Segunda Turma do STF já formou maioria para referendar as medidas. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas a liminar de Mendonça segue em vigor.
Sobre a situação, o coordenador de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, defendeu a interposição de recurso ao STF antes do afastamento e sugeriu a convocação do Conselho da República.


