Escaladores encontraram, no último domingo (6), o corpo de Thierry Renault, de 68 anos, aos pés de uma parede de rocha no Brévent, em Chamonix, na França. A Gendarmería Nacional determinou que o alpinista, reconhecido como guia e referência do esporte nas décadas de 80 e 90, estava no local desde a véspera.
A polícia de montanha ainda não publicou o resultado definitivo da investigação sobre as causas da morte. Informações preliminares indicam que Renault trabalhava na criação de uma nova via de escalada no setor da face sul quando o acidente ocorreu.
A hipótese mais provável é que a corda utilizada pelo guia tenha sido seccionada ao roçar contra um fio de rocha, provocando a queda.
O caso lembra a morte do belga Claude Barbier, ocorrida em 27 de maio de 1977 na parede de Paradou, na província de Namur. Barbier também trabalhava na abertura de uma nova rota quando o corpo foi descoberto por sua parceira.
Na ocasião da morte do belga, as circunstâncias não foram esclarecidas, havendo dúvidas sobre ter sido um acidente, suicídio ou assassinato. A apuração da época não localizou o anclaje onde a escada de Barbier deveria ter sido fixada no topo do muro de rocha.


