O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou nesta quarta-feira (2) que deixará a gestão do Instituto Iter. A entidade, criada há dois anos, será convertida em uma organização sem fins lucrativos, e a participação do magistrado ficará restrita à atividade de professor.
O instituto recebeu quase 4 mil alunos em 40 cursos de formação jurídica e aperfeiçoamento profissional em diversas regiões do país. Mendonça informou que suas cotas na instituição, assim como as de sua esposa, serão cedidas sem contrapartida financeira. A mudança permitirá que eventuais valores recebidos sejam destinados a iniciativas sociais e educacionais.
A atuação do Iter incluiu cursos de oratória, comunicação e o uso de inteligência artificial no Judiciário. Profissionais da advocacia e da magistratura, como a desembargadora Renata Silvares França, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, afirmaram que as formações contribuíram para o aperfeiçoamento profissional e a ética na magistratura.
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, contratou o instituto por R$ 380 mil, sem licitação, em setembro de 2025. O acordo, formalizado pela Secretaria Municipal de Gestão, previu dois cursos de aperfeiçoamento para servidores da Escola Municipal de Administração Pública (EMASP).
Um dos cursos, sobre governança e gestão estratégica, custou R$ 200 mil para 41 vagas, com duração de cinco horas. O segundo treinamento, focado em gestão e fiscalização de contratos, recebeu R$ 180 mil para atender 64 servidores em 16 horas. O contrato foi assinado pelo ex-ministro da Educação, Victor Godoy Veiga.


