O Ano Novo judaico começa ao entardecer desta sexta-feira (11) e marca a chegada do ano 5787 no calendário hebraico. A celebração, chamada de Rosh Hashaná, segue até o anoitecer de domingo (13) e baseia-se em um sistema lunissolar, o que altera a data de início a cada ano no calendário civil.
A diferença de datas ocorre porque o calendário hebraico considera simultaneamente os ciclos da Lua e do Sol, ao contrário do calendário gregoriano, que é baseado apenas no ciclo solar. O Rosh Hashaná corresponde aos dois primeiros dias do mês de Tishrei, que é o sétimo mês na contagem hebraica, mas marca o início do novo ano.
O mecanismo de ajuste entre a duração dos meses lunares e o ano solar faz com que a celebração varie entre setembro e outubro. Em 2026, a data foi fixada para 11 de setembro.
A celebração marca a transição do mês de Elul para Tishrei e está associada à solenidade e ao arrependimento. A tradição prevê a busca pela inscrição no Livro da Vida, como parte de uma preparação espiritual para o julgamento divino e avaliação de atitudes pessoais para o novo ciclo.
Durante o período, são realizadas orações, leituras sagradas e o consumo de alimentos com significados simbólicos de bem-estar. As saudações tradicionais incluem “Shaná Tová”, que significa “bom ano”, e “Ketivá vechatimá tová”, desejo de que a pessoa seja selada para um bom ciclo de vida.
O sistema lunissolar mantém as celebrações vinculadas a ritmos astronômicos da Antiguidade. A contagem do ano 5787 expressa a continuidade da cultura judaica em relação ao calendário civil utilizado na maior parte do Ocidente.

