A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta terça-feira (1º), o edital para a transferência de controle da Rota do Pequi. O projeto abrange 211,6 quilômetros das rodovias BR-060 e BR-153, entre Brasília (DF) e Hidrolândia, e prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões em obras de infraestrutura.
O processo competitivo envolve a venda de 100% das ações da Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil (Concebra). A empresa seguirá operando o trecho, mas sob nova gestão. A atual controladora, Triunfo Participações e Investimentos (TPI), deve deixar a concessão até 16 de dezembro deste ano, prazo definido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A principal intervenção prevista é a construção do Contorno de Goiânia, com 43,52 quilômetros, para criar uma alternativa ao tráfego que atravessa a capital. O planejamento inclui ainda 60,6 quilômetros de faixas adicionais em pistas duplas e 19,4 quilômetros de vias marginais.
O pacote de obras contempla 20 passarelas, 114 pontos de ônibus, seis passagens de fauna e um Ponto de Parada e Descanso para caminhoneiros. Além do aporte em construção, a modelagem financeira estima R$ 3,6 bilhões para despesas de operação e manutenção da rodovia.
A concessão original da Concebra, assinada em 2014 e com 1.176,5 quilômetros, foi dividida em três projetos independentes após negociação no TCU: Rota do Pequi, Rota do Zebu e Rota Sertaneja.
Sobre a tarifa de pedágio, o novo contrato estabelece que o valor integral não será aplicado de imediato. Haverá dois aumentos graduais durante a transição, condicionados ao cumprimento de metas de qualidade e execução de obras. A ANTT não informou os valores das tarifas nem as datas das mudanças.


