A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (8), duas versões genéricas de liraglutida para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. A medida amplia a oferta de medicamentos injetáveis no Brasil, que já recebeu novos produtos sintéticos de semaglutida após a expiração de sua patente em março.
A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, terminou no Brasil no dia 20 de março. Em maio, a Anvisa autorizou o Ozivy, da EMS, como o primeiro produto sintético com a substância. Posteriormente, foram registrados os medicamentos Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todos indicados para diabetes tipo 2.
Estes produtos não são classificados como genéricos do Ozempic porque o medicamento da Novo Nordisk é biológico, categoria que, pelas normas brasileiras, não permite genéricos. Os concorrentes foram registrados como análogos sintéticos de produtos biológicos. Já os primeiros genéricos de semaglutida foram autorizados em agosto para a EMS e a Germed.
As novas opções de liraglutida, produzidas pela EMS e liberadas nesta terça-feira, pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Diferente da semaglutida e da tirzepatida, que geralmente são aplicadas uma vez por semana, a liraglutida costuma ter administração diária.
A indicação para emagrecimento varia conforme o produto. Enquanto o Ozempic é indicado para diabetes tipo 2, o Wegovy e o Poviztra são voltados para o controle de peso. O mercado conta ainda com o Mounjaro, baseado em tirzepatida, e o Olire, à base de liraglutida.
A agência alerta que a troca de medicamentos não deve ser feita sem orientação médica, pois produtos com o mesmo princípio ativo podem divergir em dose, concentração e aplicação. Substâncias sem autorização, como a retatrutida, ou produtos manipulados e importados sem registro não são regularizados pela Anvisa.


