A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (8), dois medicamentos genéricos à base de liraglutida para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Os registros foram concedidos à farmacêutica brasileira EMS e publicados no Diário Oficial da União.
Os produtos possuem concentração de 6 mg/mL de liraglutida em solução injetável para aplicação subcutânea. Um dos registros é indicado para o tratamento da obesidade, tendo como referência o Olire, enquanto o segundo é destinado ao diabetes tipo 2, com base no Lirux. Ambos são fabricados pela EMS.
A Anvisa utilizou a modalidade de registro denominada genérico clone, que permite o desenvolvimento de um produto com base em outro já aprovado pela agência. Por serem genéricos, os fármacos serão vendidos pelo nome do princípio ativo e não por marcas. A agência não informou a data de início das vendas nem os preços dos produtos.
A liraglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, substâncias que imitam um hormônio intestinal para controlar a glicemia e o apetite. O fármaco aumenta a produção de insulina após as refeições, retarda o esvaziamento gástrico e amplia a saciedade. Outros produtos com a mesma base já operam no Brasil, como o Saxenda e o Victoza.
A decisão ocorre durante a expansão do mercado de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. A venda desses produtos exige controle rigoroso de prescrição. Desde junho de 2025, a Anvisa determina que a aquisição de agonistas de GLP-1 seja feita com receita médica em duas vias, com a retenção de uma delas pela farmácia.
A medida foi implementada após o aumento do uso dessas substâncias e relatos de utilização sem acompanhamento médico adequado. A regulamentação atinge princípios ativos como liraglutida, semaglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida. A receita médica tem validade de 90 dias.


