A Apple apresenta nesta quarta-feira seu primeiro celular dobrável, representando a maior alteração de design nos quase 20 anos do iPhone. O projeto, desenvolvido durante uma década, será lançado sob o comando do novo CEO, John Ternus, que assumiu o cargo no dia 1º de setembro.
O aparelho, conhecido internamente pelo codinome V68, terá preço base estimado em US$ 1.999. Versões com maior capacidade de armazenamento podem chegar a US$ 3 mil, valor influenciado pela escassez de memória e custos de produção. O valor se posiciona acima do iPhone 17 Pro, que começa em US$ 1.099.
O desenvolvimento foi impulsionado por Tim Cook, atual presidente executivo do conselho, após visitas à Ásia por volta de 2020. Cook observou a adesão de consumidores a modelos dobráveis de fabricantes como Samsung e Huawei e pressionou a empresa a acelerar a entrada no segmento. A engenharia de hardware da Apple já estudava telas dobráveis antes de 2019.
O dispositivo terá uma tela interna de aproximadamente 7,8 polegadas e uma tela externa de 5,5 polegadas. O design foi pensado para que o aparelho fechado tenha o tamanho de um passaporte. De acordo com a apuração, o modelo oferece um sistema de câmeras inferior e menor duração de bateria do que os iPhones convencionais.
O lançamento ocorre em um cenário de crescimento do setor. Segundo a IDC, o mercado de dobráveis deve avançar 13% este ano, atingindo 22,9 milhões de unidades. Estimativas de Wall Street indicam que a Apple deve vender entre 7 milhões e 10 milhões de aparelhos no primeiro ano.
A estreia do dobrável abre caminho para outros projetos da companhia, como um MacBook com tela sensível ao toque, óculos inteligentes e um robô de mesa. O desenvolvimento tecnológico inicial foi supervisionado por Dan Riccio, antecessor de Ternus no comando da engenharia de hardware.


