Arqueólogos da Universidade Nicolau Copérnico descobriram, na Polônia, o túmulo de uma jovem com idade entre 18 e 20 anos que foi enterrada com uma foice junto ao pescoço e um cadeado preso a um dos dedos do pé. A estrutura, apelidada de “sepultura da vampira de Pień”, sugere uma tentativa de evitar que a mulher voltasse dos mortos.
As pesquisas indicam que a foice não fazia parte do enterro original. Alguém teria mexido no túmulo pouco tempo após a morte, quebrando o corpo na altura dos ombros para colocar o objeto como proteção adicional. Os arqueólogos trabalham com a hipótese de que a jovem fosse considerada perigosa mesmo após o falecimento.
O exame do corpo revelou que a morte ocorreu por uma parada do sistema circulatório. A jovem apresentava sinais de problemas de saúde, incluindo câncer, que podem ter causado manchas de sangue. Características nos dentes e a possibilidade de deformações físicas contribuíram para a associação do caso com histórias de vampiros.
O cemitério fica em Pień, em uma área distinta da parte mais antiga da região. A localização chama a atenção por não haver uma paróquia no local, sendo a mais próxima situada em Ostromecko. A principal teoria é que o espaço tenha sido usado para enterrar pessoas doentes, condenados ou indivíduos rejeitados pela comunidade.
Escavações realizadas entre 2005 e 2009 já haviam identificado outros sepultamentos incomuns na região, como o de uma criança enterrada com pregos próximos à cabeça. Segundo Dariusz Poliński, professor da Universidade Nicolau Copérnico e responsável pelas pesquisas, o uso de objetos de ferro nessas práticas, chamadas de apotropaicas, servia para afastar o mal ou proteger os vivos de mortos considerados perigosos.


