O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) detalhou, nesta quarta-feira (2), propostas para a redução de gastos públicos e a expansão da malha ferroviária do Distrito Federal. Durante sabatina, o candidato discutiu a possibilidade de indeferimento de sua candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e criticou a gestão atual da capital.
Arruda afirmou que pretende reduzir o número de secretarias de 37 para 18 e cortar cargos em comissão de 27 mil para 12 mil. Segundo o político, a medida visa diminuir gastos com custeio para liberar recursos para investimentos. Ele declarou que pretende entregar prédios alugados e transferir a sede do governo para o Centro Administrativo, alegando que a gestão atual gasta R$ 1 bilhão por ano em aluguéis.
Na área de transportes, o candidato propôs a expansão do metrô para as regiões de Ceilândia, Por do Sol, Sol Nascente e Águas Lindas. O plano inclui a criação de linhas para o Gama e Santa Maria, com extensões para o Entorno, além de um VLT do Aeroporto para a W3. Arruda disse que a execução dessas obras seria viável com a recuperação de R$ 16 bilhões que, segundo ele, teriam sido desviados do BRB.
Sobre a mobilidade urbana, o ex-governador manifestou-se contra a implantação da tarifa zero, argumentando que a medida causaria a demissão de 6 mil cobradores e a perda de controle do sistema. Ele criticou o subsídio de R$ 2 bilhões anuais pagos às empresas de ônibus e propôs a construção de sete pistas de cada lado na Interbairros, além da primeira etapa do anel rodoviário, do Trevo do Chifrudo até Planaltina.
Questionado sobre a possível impugnação de sua candidatura, Arruda afirmou que, caso o TRE aceite o pedido, recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O político negou irregularidades relacionadas à Operação Caixa de Pandora, sustentando que os valores recebidos estavam registrados no TRE e que as acusações foram movidas por empresas de informática prejudicadas por cortes em seu governo anterior.
Ao final, o candidato atacou a gestão da governadora Celina Leão (PP), classificando-a como um desgoverno. Arruda mencionou a existência de 3.500 pessoas em situação de rua e questionou a falta de publicação do balanço financeiro do BRB, solicitando transparência sobre a situação do banco público.


