Ataques aéreos russos mataram um homem e uma mulher e feriram seis pessoas na cidade de Dnipro, no centro da Ucrânia, nesta quarta-feira (2). A ofensiva, que também atingiu Kiev e Odesa, utilizou 174 drones e quatro mísseis, visando armazéns de alimentos e edifícios residenciais.
Em Dnipro, os bombardeios atingiram depósitos de uma rede de varejo. Segundo Oleksandr Hanzha, chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk, a ação faz parte de um esforço de Moscou para desestabilizar o abastecimento e minar o moral público. Em Odesa, um prédio de 24 andares foi danificado, deixando oito feridos, inclusive uma criança.
A força aérea ucraniana informou que metade dos 174 drones disparados pela Rússia eram modelos a jato, de difícil interceptação. Kiev foi atacada pelo sétimo dia consecutivo. Em resposta, o presidente Volodymyr Zelensky alertou companhias aéreas que o espaço aéreo russo está se tornando inseguro devido ao uso de drones de longo alcance ucranianos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido 130 drones ucranianos em 11 regiões, no Mar Negro e na Crimeia. No território russo, o governador interino de Belgorod, Alexander Shuvayev, relatou a morte de duas pessoas e 16 feridos após a região ser atingida 140 vezes em 24 horas.
O Ministério da Defesa da Ucrânia detalhou que, em agosto, drones atingiram 12 refinarias, três terminais de combustível e duas empresas petroquímicas na Rússia. O objetivo é prejudicar a economia russa e impactar armazéns de varejistas online.
Em termos diplomáticos, o presidente Vladimir Putin acusou Zelensky de “terrorismo de estado” e afirmou que não negocia com terroristas. O Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia rebateu a declaração, classificando-a como tentativa de Moscou de se retratar como vítima. Putin também não descartou a possibilidade de atacar instalações militares britânicas caso o Reino Unido continue fornecendo armamentos a Kiev.


