O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º), aos 83 anos, conforme confirmou a assessoria do artista por meio das redes sociais. Com uma carreira de mais de cinco décadas, ele atuou no rádio, teatro, cinema e televisão, exercendo funções de interpretação e direção.
Filho de Paulo Gracindo, o artista iniciou a vida profissional em 1959, aos 15 anos, na Rádio Nacional. Na emissora, trabalhou como ator, redator e disc-jóquei. No teatro, participou da montagem A Escada, em 1961, baseada em obra de Oswald de Andrade, ao lado de Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque.
Gracindo Jr. integrou o elenco da TV Globo desde a fundação da emissora, em 1965. Ganhou destaque na década seguinte como João Maciel na produção O Casarão e atuou com o pai em O Bem-Amado e Os Ossos do Barão. Também trabalhou na TV Manchete, onde interpretou Dom Pedro I em A Marquesa de Santos, em 1984, e participou de Dona Beija.
O artista retornou posteriormente à Globo em novelas como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata e Explode Coração, além de atuar em produções da Record. No cinema, participou de longas como Floresta das Esmeraldas, Bufo e Spallanzani, A Selva e Primo Basílio.
A trajetória profissional incluiu a gestão de produções. Em 1978, supervisionou o núcleo de novelas das 18h da Globo e, no ano seguinte, dirigiu Marron-Glacé e Memórias de Amor. Em 1983, assumiu a direção do programa Os Trapalhões, tendo dirigido também atrações de humor e variedades.


