Augusto Cury (Avante) subiu de 2% para 10% nas intenções de voto para a Presidência da República, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (2). O escritor assumiu a terceira posição entre os candidatos mais bem posicionados, ultrapassando Renan Santos (Missão).
O crescimento foi impulsionado por eleitores que se identificam como independentes, ou seja, que não se definem como de esquerda ou de direita. Entre esse grupo, 24% afirmam ter a intenção de votar em Cury no primeiro turno. Contudo, 65% dos independentes declararam não conhecer o candidato, enquanto 18% disseram que o conhecem e poderiam votar nele e 17% que o conhecem, mas não votariam.
Em um cenário de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cury registra 34% das intenções de voto, enquanto o petista aparece com 40%. A apuração indica que o avanço nas pesquisas coincide com um crescimento no ambiente virtual.
O Índice de Popularidade Digital (IPD) da Quaest aponta que Cury subiu de 32,9 pontos, na semana encerrada em 16 de agosto, para 54,5 na semana que terminou no último domingo (30). No período, o candidato passou da sétima para a quarta colocação no ranking digital e ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram em sete dias.
Um corte de sua participação no debate da Band superou 21 milhões de visualizações e 1,3 milhão de curtidas. O conteúdo favorável também foi divulgado por influenciadores como Pablo Marçal, Caio Coppolla, Yuri Meirelles e Raphael Soares, com vídeos que alcançaram mais de 15 milhões de visualizações.
A expansão gerou reações nas campanhas adversárias. Renan Santos e aliados criticaram o resultado, enquanto a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) começou a levantar dados sobre a trajetória e as relações políticas do candidato do Avante.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07065/2026.


