Para 57% dos eleitores entrevistados, a ausência de um candidato em debates durante a campanha eleitoral não interfere na decisão do voto, segundo pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (4). O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil.
Outros 37% dos participantes afirmam que a falta do candidato em debates faz com que queiram votar menos nele, enquanto 3% dizem que isso aumenta a vontade de votar e outros 3% não souberam responder. Os dados mostram que a participação nesses encontros tem mais peso para o público jovem, de 16 a 34 anos, onde 46% afirmam que a ausência diminui a intenção de voto.
No grupo de 35 a 59 anos, esse índice cai para 37%, e entre os eleitores acima de 60 anos a rejeição à ausência é de 27%. Entre os independentes, que não se identificam com direita, esquerda, lulismo ou bolsonarismo, 45% dizem que a falta do candidato diminui a vontade de votar nele e 50% afirmam que o fato não faz diferença.
O levantamento também detalhou a visão religiosa. No segmento dos evangélicos, 54% dizem que a ausência não afeta a decisão de voto e 40% sentem menos vontade de votar no candidato. Entre os católicos, os índices são de 58% para a indiferença e 35% para a redução da vontade de votar.
A apuração ocorreu entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O primeiro debate da campanha, realizado em 23 de agosto, não contou com a presença de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Participaram Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Em outro levantamento divulgado no sábado (5), o Datafolha indicou que 57% dos eleitores se sentem mais decididos a votar na eleição presidencial deste ano do que na disputa de 2022. A pesquisa, registrada no TSE e realizada nos dias 1º e 2 de setembro com 2.002 pessoas, apontou que 32% mantêm a mesma decisão de 2022 e 11% estão menos decididos.


