Pessoas com deficiência e familiares de beneficiários do cartão TOP, utilizado no transporte público da Região Metropolitana de São Paulo, enfrentam longas distâncias para desbloquear bilhetes de gratuidade. O procedimento, exigido após validações de identidade, era realizado em apenas um ponto de atendimento da Autopass, localizado em Itapecerica da Serra.
Alguns passageiros precisavam atravessar a Grande São Paulo, com deslocamentos superiores a 100 quilômetros, o que resultava em horas de viagem e gastos elevados. O bloqueio ocorre quando a biometria facial, implementada em maio, identifica a necessidade de nova validação da identidade do usuário. Os casos passam por análise humana antes da suspensão do benefício.
A Autopass informou que passou a disponibilizar a regularização via internet pelo site Bora de TOP, onde o usuário preenche um formulário e envia documentos. A companhia afirmou que a suspensão do cartão acontece apenas quando a análise confirma o uso irregular, como quando o bilhete é utilizado por outra pessoa.
Desde a implementação do sistema biométrico, a empresa analisou 1,3 milhão de transações. Desse total, 71,5 mil foram identificadas como não conformes, resultando no bloqueio de quase 23 mil cartões.
Para reduzir a distância percorrida pelos usuários, a rede de atendimento presencial foi ampliada. Além de Itapecerica da Serra, o serviço está disponível no Terminal Metropolitano Taboão, em Guarulhos, e nos postos de emissão de Santana de Parnaíba e Osasco, na Vila Yara. O atendimento também foi expandido para Caieiras e Franco da Rocha.
A Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo declarou que acompanha o caso. O órgão discute com a concessionária a ampliação de canais de atendimento e a implementação de medidas de acessibilidade.


