A companhia aérea Avianca cancelou as passagens do ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que viajaria de Bogotá à Cidade do México no dia 30 de agosto, com retorno em 2 de setembro. A decisão ocorreu para cumprir sanções econômicas impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
A auditoria interna da empresa identificou as reservas durante uma verificação de rotina. Os bilhetes de dois acompanhantes de Petro não foram cancelados. A Avianca informou que reembolsou o valor integral das passagens do ex-presidente e que tratou o caso de forma privada, decidindo divulgar os fatos apenas após declarações públicas do próprio passageiro.
A companhia explicou que a medida é necessária porque opera voos em solo norte-americano, processa transações bancárias em dólares e utiliza tecnologias e ativos dos EUA. O descumprimento das regras da Ofac pode resultar em multas e outras sanções para empresas sujeitas à jurisdição do país.
Gustavo Petro contestou a decisão e acusou a empresa de promover discriminação política. Ele argumentou que as regras da Ofac não obrigariam a companhia a impedi-lo de viajar, alegando que a Avianca é vinculada a um grupo sediado no Reino Unido e que a aplicação das sanções deveria ser discutida pelo Parlamento britânico.
O governo dos EUA incluiu Petro na lista de sanções da Ofac no dia 24 de outubro de 2025. A medida também atingiu a esposa dele, Verónica Alcocer, o filho mais velho, Nicolás Petro, e o então ministro do Interior, Armando Benedetti.
A inclusão na lista isola o indivíduo do sistema financeiro global, congelando contas bancárias, bens e propriedades sob jurisdição dos EUA. A norma proíbe que empresas e cidadãos norte-americanos realizem negócios ou prestem serviços às pessoas bloqueadas.


