Um Boeing 767-300 de carga da companhia 21 Air, que operava a serviço da Amazon, ultrapassou a pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida, na tarde de domingo (6). O acidente deixou cinco mortos e cinco feridos, atingindo veículos nas proximidades da pista diagonal.
O voo 7598 partiu do Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em San Juan, Porto Rico. Segundo dados do site de rastreamento Flightradar24, a aeronave estava a quase 130 mph quando deixou a parte utilizável da pista. O impacto ocorreu por volta das 13h58.
O chefe do Miami-Dade Fire Rescue, Raied Jadallah, informou que 200 profissionais e 60 unidades de emergência foram mobilizados. No local, as equipes encontraram a aeronave além do limite operacional do aeroporto, com chamas e fumaça densa. Jadallah relatou que pessoas ficaram presas em veículos e que houve a necessidade de resgatar o piloto e o copiloto, que estavam retidos no avião.
Ao todo, 10 pessoas estiveram envolvidas no acidente. Além dos cinco mortos, três seguem em estado crítico em um centro de trauma e outros dois foram levados a um hospital local. Ainda não foi confirmado se as vítimas estavam a bordo da aeronave ou no solo.
O Secretário de Transportes, Sean Duffy, alertou viajantes sobre atrasos significativos e possíveis cancelamentos de voos. O aeroporto chegou a decretar a interrupção total de operações terrestres, medida revertida após três horas, embora atrasos tenham sido previstos até a manhã desta segunda-feira (7).
A Amazon, que contrata operadoras externas para seus voos de carga, afirmou que coopera com as autoridades. A 21 Air, sediada na Carolina do Norte e fundada em 2014, opera oito aeronaves para a Amazon Air. O Boeing 767 envolvido no acidente tinha 32 anos.
O National Transportation Safety Board (NTSB) e a Federal Aviation Administration (FAA) conduzem a investigação para apurar a causa da saída da pista. O aeroporto de Miami é o terminal mais movimentado dos Estados Unidos para carga internacional.


