A Azzas 2154 assinou 15 acordos de confidencialidade com potenciais compradores da grife Farm e aguarda o recebimento de propostas não vinculantes até o fim deste mês. A operação, coordenada pelo banco de investimento Morgan Stanley, visa destravar valor para o conglomerado de moda, que enfrenta depreciação na Bolsa.
A venda da marca carioca é vista como o único ponto de consenso na cúpula da companhia e peça central para solucionar um impasse societário entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy. O conflito entre os executivos chegou a caminhar para litígios judiciais e arbitrais em maio.
Apesar do movimento, parte do mercado financeiro manifesta ceticismo sobre a transação. Segundo a apuração, a venda direta não encontrou o apetite esperado, pois fundos internacionais com operação no Brasil, como General Atlantic e Advent, recusaram as condições apresentadas.
Fontes do setor informaram que esses grupos não aceitam pagar o valor pedido, na casa de US$ 1 bilhão. Para investidores estratégicos do segmento de moda, a operação no Brasil seria insuficiente para justificar o investimento.
Como alternativa, o mercado aponta para a tentativa de abertura de capital da Farm na Bolsa americana. A Azzas já havia cogitado o IPO anteriormente, mas a operação enfrentaria a complexidade de ser considerada pequena para os padrões do mercado de capitais dos Estados Unidos.


