O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (2) que prepara medidas para responder à elevada participação de modalidades de crédito onerosas na dívida das famílias. O objetivo é garantir o reconhecimento tempestivo de riscos e promover o acúmulo gradual de capital para tornar a oferta de crédito mais sustentável.
As diretrizes constam na ata da última reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef). Segundo o documento, o endividamento das famílias permanece em patamar historicamente alto e o comprometimento da renda atingiu o maior nível já registrado na série histórica.
Autoridades do BC indicaram que os saldos rotativos de cartões de crédito e os empréstimos pessoais sem garantia são as principais áreas de preocupação. A autarquia avalia que o cenário exige cautela e diligência adicionais no mercado de crédito.
A apuração indica que o órgão estuda implementar limites para os bancos antes de analisar a criação de um teto para o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas.
O aumento da alavancagem dos consumidores ocorre mesmo com a elevação da renda e o desemprego em níveis historicamente baixos. O BC avalia que a rápida expansão do crédito e os custos elevados de empréstimos estão corroendo o poder de compra da população.


