A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) alertou, nesta terça-feira (8), sobre a atuação de criminosos que utilizam a popularidade de programas sociais para aplicar golpes. As fraudes focam em promessas de agilidade em processos e liberação de recursos por meio de falsos comunicados oficiais e plataformas que imitam sites do governo federal.
No programa Minha Casa, Minha Vida, as artimanhas incluem promessas de fura-fila ou garantia de aprovação de financiamento. Para liberar o benefício, os golpistas exigem o pagamento de taxas antecipadas via Pix ou boletos falsos.
Práticas semelhantes ocorrem com o Desenrola Brasil, programa de refinanciamento de dívidas encerrado em 31 de agosto. Criminosos desenvolvem aplicativos e sites fraudulentos para oferecer renegociações atrativas, fazendo com que o usuário envie dinheiro a fraudadores em vez de quitá-lo com os credores.
O CEO da ABBC, Leandro Vilain, afirmou que os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome. Segundo a entidade, mais de sete milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros apenas no último ano.
A associação informou que órgãos públicos não solicitam pagamentos antecipados ou transferências para liberar benefícios. A orientação é desconfiar de mensagens com tom de urgência e prazos que expiram no mesmo dia, além de ignorar atendimentos feitos via WhatsApp por supostos funcionários.
Para evitar fraudes, a ABBC recomenda verificar se os endereços eletrônicos terminam com o domínio “.gov.br”. Em caso de dúvida, a orientação é digitar o endereço do portal Gov.br diretamente na barra de busca ou procurar atendimento presencial nos postos do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).
Vítimas de golpes devem comunicar a instituição financeira imediatamente e registrar um Boletim de Ocorrência.


