O relatório da Polícia Federal (PF) indica que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trocou mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a possibilidade de sua prisão. O diálogo ocorreu dois dias antes de Vorcaro ser detido ao tentar embarcar para Malta e Dubai.
Os registros foram localizados durante a análise do celular do banqueiro. Segundo a PF, Vorcaro questionou Moraes se deveria estar fora do País na segunda-feira seguinte e se era possível “fazer algo” em relação à ordem de prisão que seria determinada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
Na noite de 17 de novembro, uma segunda-feira, Vorcaro foi preso pela PF enquanto tentava embarcar em um jato particular. A investigação aponta que a viagem tinha como objetivo deixar o Brasil, além de concretizar a venda do Banco Master.
A PF detalhou que o banqueiro utilizava um método específico para se comunicar com o ministro via WhatsApp. Vorcaro escrevia as mensagens no bloco de notas do aparelho, tirava uma captura de tela e enviava a imagem por meio do recurso de visualização única do aplicativo.
De acordo com os investigadores, Moraes visualizava e respondia às mensagens, mas os registros foram apagados. A prova da comunicação baseia-se nas anotações feitas por Vorcaro no celular antes do envio e na identificação do terminal telefônico salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.


