A deputada federal Benedita da Silva (PT) afirmou que pretende utilizar sua experiência política para auxiliar o Rio de Janeiro a superar a situação atual do estado caso seja eleita senadora. Em entrevista concedida nesta semana, a candidata de 84 anos detalhou sua estratégia eleitoral e a composição da chapa apoiada pelo partido.
Benedita da Silva declarou que não apoiará pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sem que haja investigação prévia. A candidata defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes, afirmando que o próprio Supremo deve resolver questões internas e prestar as explicações necessárias.
Sobre a composição da chapa, a deputada confirmou a aliança entre o PT e o Partido Social Democrático (PSD), que inclui o apoio a Eduardo Paes para o governo do estado. Benedita justificou a união com diferentes campos políticos como necessária para a reeleição do presidente Lula, argumentando que alianças não devem ser feitas apenas com grupos iguais.
Questionada sobre a inclusão de Manoel Severino, fundador do PT e ex-presidente da Casa da Moeda, como primeiro suplente, a candidata disse que as disputas eleitorais costumam focar em questões pessoais. Ela afirmou que Severino possui ficha limpa, embora tenha admitido que a escolha dividiu internamente o partido.
A candidata comentou ainda a resistência do Senado em aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança. Para Benedita, a elite brasileira historicamente resiste a mudanças nos direitos trabalhistas e que as medidas do governo federal estariam sendo retidas para evitar favorecer a reeleição presidencial.
Sobre sua idade e disposição para o mandato, que pode se estender até os 92 anos, a deputada afirmou estar com saúde e vontade de exercer o cargo até o fim. Ela mencionou ter combinado com o presidente Lula que não deixaria o mandato incompleto, a menos que ocorra seu falecimento.


