O mercado financeiro inicia esta sexta-feira (11) sob a expectativa da divulgação dos índices de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Os dados do IPCA e do CPI são considerados cruciais para as definições de taxas de juros pelo Banco Central e pelo Federal Reserve (Fed) nas próximas reuniões.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto será divulgado às 9h30. O consenso do mercado prevê alta de 0,4% na base mensal e de 3,4% na comparação anual. Contratos futuros indicam 70% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na reunião marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
No cenário nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os números do IPCA de agosto. Pesquisa da Reuters projeta deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses. O cenário político e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) também permanecem no foco dos investidores.
As commodities apresentam movimentos mistos. O petróleo WTI recuou 3,51%, para US$ 98,88 o barril, e o Brent caiu 3,77%, cotado a US$ 103,57. Apesar da queda, os preços caminham para fechar a semana acima de US$ 100 devido a ataques em rotas marítimas no Oriente Médio. O minério de ferro na China fechou em baixa, a 718 iuanes (US$ 107,06).
As bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira em queda. O Nikkei, no Japão, recuou 1,93%, enquanto a bolsa de Xangai, na China, caiu 1,18%. A baixa foi atribuída ao volume reduzido de negociações e ao temor de novos aumentos de juros nos Estados Unidos.
No Reino Unido, a produção industrial avançou 0,2% em julho em relação a junho, segundo o Office for National Statistics (ONS). O resultado superou a expectativa de analistas da FactSet, que previam queda de 0,2% no período. Na comparação anual, a atividade industrial britânica cresceu 0,6%.
O Ibovespa encerrou a sessão anterior com alta de 1,42%, aos 188.268,59 pontos. O volume financeiro na quinta-feira foi de R$ 30,90 bilhões, consolidando uma alta semanal de 1,69%.

