A Bolsa de valores encerrou esta terça-feira (8) em alta preliminar de 1,2%, atingindo 187.366 pontos, o maior nível desde o início de maio. No mesmo dia, o dólar caiu 0,86%, fechando a R$ 5,08, menor patamar em um mês, influenciado pelo retorno de investidores estrangeiros e pela alta do petróleo.
Analistas atribuem a valorização ao acirramento das pesquisas eleitorais entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, o mercado revisou a expectativa de vantagem clara do petista, enquanto a oposição sinaliza a implementação de reformas para conter a dívida pública, que chegou a 82,5% do PIB.
O Bank of America elevou a recomendação de ações brasileiras para compra, argumentando que os ativos possuem um desconto de 10% em relação à média histórica. A instituição prevê que a Selic termine 2027 em 11,25%, reduzindo a projeção anterior de 12,75% feita em junho.
Gilberto Nagai, superintendente de renda variável na SulAmérica Investimentos, explicou que a perspectiva de alta de juros pelo Federal Reserve na próxima quarta-feira (16) levou investidores a retirarem capital de empresas de tecnologia nos Estados Unidos para apostar em economia real e commodities.
Fábio Fonseca, gestor da JGP, afirmou que a desvalorização das ações no mês passado tornou o ambiente atraente para o capital internacional. O petróleo, que fechou a US$ 97,92, o maior valor desde julho, também auxiliou o desempenho do real.
O Tesouro Nacional aproveitou a queda nos juros futuros para realizar o maior leilão do ano de títulos atrelados à inflação (NTNB-s). Foram emitidos 2,15 milhões de títulos com vencimentos entre 2029 e 2055, totalizando a captação de R$ 9,673 bilhões.


