As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (9) pressionadas pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo avanço dos preços do petróleo e do gás natural. O Brent superou US$ 100 por barril, elevando a percepção de inflação persistente e a expectativa de juros elevados na região.
Em Paris, o CAC 40 registrou a maior perda entre as principais praças do continente, com recuo de 1,94% (8.156,67 pontos). Em Frankfurt, o DAX caiu 1,74% (25.554,28 pontos), enquanto o FTSE 100, em Londres, fechou com queda de 1,31% (10.670,06 pontos). Outros índices preliminares indicam perdas de 1,53% no Ibex 35, em Madri, 0,58% no FTSE MIB, em Milão, e 0,38% no PSI 20, em Lisboa.
O cenário é marcado por um conflito entre Washington e Teerã que já dura sete meses. Segundo o ING, novos ataques afastam a retomada de negociações entre os dois países e elevam os temores inflacionários. O Deutsche Bank alertou que o choque energético, somado a secas e ondas de calor, deve pressionar a inflação de alimentos nos próximos trimestres.
O mercado precifica agora uma alta de 25 pontos-base na taxa de depósito do Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta-feira, elevando o patamar para 2,5%. O setor bancário foi um dos mais afetados, com queda de 1,77%. Entre as instituições, o HSBC recuou perto de 2%, o BNP Paribas perdeu cerca de 1,87% e o Santander caiu 1,11%.
No mercado de varejo, a Inditex, controladora da Zara, fechou com queda superior a 3% após informar que os custos de transporte continuam pesando nos resultados. Na França, a Capgemini perdeu 4,7%, enquanto a LVMH recuou 3,06% e a Airbus caiu 2,42%. Na Itália, as ações da Leonardo recuaram 3,63% e a UniCredit caiu 0,86%.


