Os índices futuros dos Estados Unidos operam mistos nesta sexta-feira (4), com o mercado aguardando a divulgação do relatório de empregos (payroll). A expectativa dos agentes é a criação de 56 mil vagas de trabalho no mês passado e uma taxa de desemprego de 4,1%.
Os dados chegam em um momento de incerteza sobre a taxa de juros. As chances de um aumento de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed) neste mês são equivalentes. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou na semana passada que a inflação é o foco principal, mas os números do emprego podem dar tempo para a análise da política monetária atual.
Apesar da oscilação nos futuros, as ações norte-americanas devem encerrar a semana no campo positivo. O Nasdaq lidera os ganhos com alta projetada de 0,7%, seguido pelo S&P 500, com 0,5%. O Dow Jones apresenta valorização de 0,2% no acumulado semanal.
Na Europa, os mercados abriram em queda, com perdas na indústria química. A Volkswagen subiu 7% após o conselho de administração aprovar a demissão de outras 50 mil pessoas. O plano de reestruturação eleva o total de cortes projetados pela montadora alemã para 100 mil postos de trabalho.
As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam a maioria em alta. O índice Kosdaq, na Coreia do Sul, avançou 2,95%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, subiu 1,82% e o Nikkei 225, no Japão, teve alta de 1,26%. O CSI 300 da China e o S&P/ASX 200 da Austrália recuaram.
No mercado de commodities, o petróleo opera em baixa nesta sexta, mas caminha para o maior ganho semanal desde julho devido às tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do WTI está cotado a US$ 90,76 e o Brent a US$ 95,31. O minério de ferro na China fechou em alta, a 727 iuanes (US$ 108,24).


